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Terra Blog

Arquivo de: Outubro 2008

25.10.08

Da anuidade.

Eu juro que tentei dias e dias escrever algo bonito. Tentar passar tudo o que sinto por você, mas não fui capaz. Me faltou capacidade, realmente.
Mas, sei lá... eu não sou bom em nada mesmo, você sabe disso.
Sempre acabo colocando os pés pelas mãos.
Como sempre faço, vou copiar algo. É de um filme:
- você me faz querer ser um homem melhor.
É isso.

Ni!

=D

  • criado por  douglasmangini criado por douglasmangini
  • Postado em 19:04:06

22.10.08

Das fotos, da atolada e da quebra.

Fui a Dourados quinta feira passada, dia 16, de terno. Fui pra tirar as fotos para a formatura. Como estamos no último semestre, mais especificamente, no último mês de aula, visto que as provas começam dia 03 de novembro, não sinto mais qualquer vontade de ir à faculdade. Já apresentei a monografia. Já fechei as horas no núcleo, tendo apenas que fazer a prova do estágio na sexta feira, dia 24, à tarde. Já fechei as audiências, fiz e imprimi os relatórios, os encadernei e entreguei à “Dr.ª” Ana, que é orientadora também lá no núcleo, mas à tarde. Já apresentei os comprovantes de horas extracurriculares, duzentas no total. “Só” falta fechar as notas. Assim, a vontade de ir é nula, quase negativa.
Então aqui estava eu, em casa, matando as aulas, quando me avisam que eu não poderia faltar na quinta feira.
- Por que não?
- A gente vai tirar foto pra formatura.
- Tem que ir de terno?
- É!, e tem ir de camiseta branca e gravata vermelha.
- Não tenho gravata vermelha.
- Te vira.
Me virei. Liguei pra minha irmã e perguntei se o Ademir, meu cunhado, tinha gravata vermelha. Ele tinha. Pedi que ela me trouxesse quando pudesse, antes de quinta feira, antes das cinco da tarde. Ela trouxe na quinta de meio dia e qual a minha surpresa quando vi a gravata não tão vermelha assim. Quase rosa. Pensei comigo foda-se, vou assim mesmo. Beleza. Tomei banho, coloquei a roupa, não necessariamente nessa ordem, ... tá, essa foi tosca..., e fui esperar o ônibus. Em decorrência da maioria dos alunos da Unigran terem feito ponte a semana toda, foi um ônibus só. Foi o cinza, e não o branco. Entrei no ônibus, sentei no lugar cativo, e ali fiquei tranqüilo até a saída da cidade, quando já estavam todos os que iam, oportunidade em que me chamaram pra jogar truco. Fui, joguei, dei risada. Chegando em Dourados, o Rosiel, motorista, entrou pela estrada de chão, como sempre, pra deixar primeiramente o povo da federal e da estadual. Ocorre que a patrola passou pela estrada de chão com o intuito de nivela-la, e logo após choveu, e logo após, o Rosiel entrou lá com um ônibus lotado de gente. Ou seja, cerveja. O ônibus começou a dançar na lama, pra lá e pra cá com a traseira, até que parou, atolado. Parou e ali ficou. Eu, com uma carta na mão, olhei pra frente e pensei fudeu.
- Carona e calouro vão ter que empurrar!, gritou um lá da frente.
- O Dalai tá de terninho!, disse outro.
- Se fudeu, Dalai! Vai ter eu empurrar!
Riram todos.
Me levantei, coloquei a mão na cintura, ri um pouco e fiquei na minha. Fui até a cabine e vi a luz do farol iluminando a lama. O M., namorado da D., resolveu descer pra ver se era possível caminhar por ali, já que as luzes da federal e da estadual já poiam ser vistas, estavam ali, perto. Ele desceu e afundou o pé na lama quase na altura do calcanhar.
Uns vinte minutos depois passou uma saveiro prata. Eu, já sentado, vi um entrar no corredor e gritar:
- O povo da federal ou da UEMS que tiver prova ou trabalho, vamo embora na saveiro!
Levantou uns quinze. Saíram correndo, com as respectivas bolsas. Eu tirei a cabeça pra fora e vi a cena. Em segundos, formou aquele buquê de gente na caçamba da saveiro que foi sair, já forçando o motor, dançando pelo barro, indo devagar. Sumiu no escuro.
Meia hora depois surgiu um trator do além. Nos puxou com um cabo de aço e lá fomos nós. Cheguei na Unigran oito horas, atrasado, o último a tirar as fotos individuais. Depois nos reunimos na escada que dá pro segundo bloco e lá tiramos várias fotos. Assim, não que isso seja bom. Foram várias fotos. Várias. Fotos com todo mundo sério.
- Ai, pisquei, dizia um lá do fundo.
- Vai de novo, dizia o fotógrafo.
Tirava.
- Putz, pisquei, gritava outro lá do canto.
- Vai de novo.
Após uma leva de fotos sérias, várias outras fotos com todo mundo sorrindo.
Dez da noite, acabou as fotos. Subi no ônibus, que ia primeiramente pegar o povo da federal e estadual, pra depois voltar à Unigran, e sair pela cidade, não mais passando pelo barro, já que seria burrice. Na ida à cidade universitária, o busçao começou a estralar.
- Que isso?, perguntei.
- Acho que quebrou o satélite, disse ele.
Pensei: heim?
Fomos lá, pegamos o povo, voltamos na Unigran, pegamos mais uma leva e fomos pelo centro da cidade. Em uma curva, em frente ao hospital Santa Rita, no meio de seis vias, e não podia ser diferente, o ônibus estralou muito forte, várias vezes e parou. Quebrou. Como parou no meio das vias, tínhamos que empurrar e dessa vez não escapei. Tirei o paletó e desci pra empurrar. Isso pode parecer a coisa mais óbvia do mundo, mas... como aquela porra pesa!
Ligaram pro motorista aqui em Ponta Porã, pra que ele viesse. Foi chegar em Dourados 01:30 da manhã. Saímos de lá no ônibus branco, já que o cinza ficou quebrado, e chegamos em casa 03:30.
Legal, né?
Não... na verdade, não.
  • criado por  douglasmangini criado por douglasmangini
  • Postado em 01:49:24

08.10.08

Da volta.

Pois é. Não consegui. Disse que ficaria lá em Dourados três meses. Fiquei só um. E olha que quase que não completa trinta dias direito. È que eu briguei com o N. (vou omitir o nome pra não dar problema). Quase saímos na porrada. Melhor dizendo, quase que ele me bate, já que ele é um aríete, aquele gordo da língua peguesa. Aríete neste exato sentido de que vocês possam estar pensando: só força.
Por não ter muito o que contar, visto ter pedido o pique do blog, vou, de início, relator o ocorrido. Tudo se deu numa noite muito fria de verão, sexta feira, 19 se setembro. Estávamos na “república” Alex, N. e eu, após uma prova de processo civil. O Alex mexendo no computador, eu deitado na cama-sofá, e não o contrário, e o N. sentado perto, num banquinho branco. Eis que de repente, não mais que de repetente, o gordo solta um comentário:
- Oh, é a voz do Felipe.
OBS I: o Felipe é um militar, tenente, que estuda na nossa sala. O que é muito cuzão, todo se achando o foda, que toca violão bem pra caralho. Deve ter lá seus vinte e três anos e toca sertanejo, pop, reggae e tudo o mais que mulher gosta. Ali perto da república, fica um bar apelidado de Bloco 8. Lá tem música ao vivo na sexta feira e o Felipe tava tocando lá. Nós estávamos ouvindo a música ao longe, mas quando diabos eu ia saber que se tratava do Felipe?
- Oh, é a voz do Felipe.
Eu achei aquilo de uma homossexualidade pulsante. Porra, o cara ouvir uma voz ao longe e saber de quem é? E voz de macho, ainda? Certo foi que eu parei uns segundo e disse:
- Alex...
-... oi?
- Sabia que o lobo sente a presença do dono a 25 km de distância?
- Que massa...
- Pois é... agora a gente acabou de presenciar que o porco também reconhece a voz do dono a cem metros de distância.
O Alex se cagou de rir... e eu também. Convenhamos, a piada foi boa. Eu não podia perdê-la assim, a toa. Fiz e não me arrependo.
OBS II: eu, o Alex e o Rodrigo, zuamos o N. o dia inteiro quando ela ia dormir lá. Damos tanto apelido praquele gordo, que é compreensível que ele tenha ficado bravo com essa história do porco, visto que dentre os apelidos, existe: dragão do komodo (o suvaco dele, de tão fedido, faz baba venenosa), durok (porcão gordo), cachaço (porco mais gordo que é líder dos outros porcos), fedido, gordo, seboso, suvaqueira, etc.
O N., já com o “balde cheio” de tanta encheção de saco muito tempo, ficou bravo com a história do porco. Levantou e foi cozinhar. Passado uma hora da brincadeira, ele e o Alex estavam conversando na cozinha e eu no computador quando escuto ele falando baixinho que ia me dar um abraço.
OBS III: eu detesto brincadeira de pegação. Odeio que me cutuquem, que venham me abraçando, a não ser que seja mulher. Agora, homem vir me abraçando... vai tomar no cu. Não sou viado. E o N. e o Alex tem essa mania de ficar cutucando, apertando. Eu sempre disse: quer brincar comigo, me zuar? Fique à vontade, desde que seja falando apenas, usando a voz, e não com pegação.
Escutei que ele vinha me dar um abraço. E veio. Sem camiseta, suado, peludo e eu tirei o cinto e falei pra ele:
- Vai me abraçar porra nenhuma, seu gordo.
Mas falei brincando. Ele estava brincando, eu estava brincando. Mas ele se ofendeu mais ainda, e veio pra cima de mim querendo me bater. Me encurralou no canto da sala e ficou de pé, quase se encostando em mim.
- Sai, N., na boa...
- Não vo saí...
- Na boa, velho... chega já...
- Não vo saí, quégo fica aqui...
O que eu fiz? O melhor que podia: juntei a força que eu tinha e dei um empurrão nele, quase que em vão, porque ele mal se mexeu, mas foi o suficiente pra poder passar. Passei e sentei no computador. Ele ficou atrás de mim, quase me encostando novamente, com a cara fechada, se pagando de foda. Ficou ali uns cinco minutos e depois saiu.
Se tem algo que me deixa muito chateado é quando alguém usa a força pra me humilhar. Eu não preciso de ninguém me lembrando que eu sou um frango.
Se ofendeu comigo por causa disso, e me ofendeu bastante por MSN no outro dia. Eu também ofendi ele e fui sarcástico.
Por esse motivo, e por vários outros que eu falarei aqui no blog com mais tempo, foi que eu voltei. Não ocorreu nada desse tipo com o Alex nem com o Rodrigo, mas infelizmente ocorreu com o N.
Hoje, sinceramente, quero que ele se foda.
  • criado por  douglasmangini criado por douglasmangini
  • Postado em 16:42:05