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Passei no Exame da Ordem. Vinha estudando desde Outubro passado, por resumos, sendo que, acho que já disse isso aqui, nas ultimas duas semanas, estudava quatro, cinco horas por dia. Mesmo assim, quase reprovei na primeira fase. Após saírem os recursos e vi que estava na segunda fase, por já vir estudando, não me atropelei. Lia um pouco, ficava aqui na net falando com a Nicoli, saía... essas coisas que eu fazia. Aí veio a provinha, no dia 1° de Março. Foi em Dourados, em um dia filhadaputamente quente, onde entupiram de gente numa sala com quatro ventiladores que não deram conta. Entregaram a prova e vi que ia me fuder. A Peça Processual eu sabia fazer, mas as questões estavam de arrancar pelo do cu com pinça! Na peça, fiz o preâmbulo e errei. Tive que passar um risco em cada frase dele e começar embaixo, perdendo mais da metade da primeira folha, de cinco que eles dão. No fim da peça, eu precisava arrolar testemunhas, mas faltava uma linha. Fiz mais ou menos assim, tudo espremido:
“termos em que pede deferimento.
Local – Data
Advogado – OAB/MS
Testemunha: ------“
E acabaram as linhas. No enunciado que te levava fazer a peça, eram dadas três pessoas que poderiam ser arroladas. Arrolei uma só. Fiquei com medo de perder muito ponto. Olhei no relógio e eram 3 da tarde. Bom, falta 3 horas e pouco pra acabar, vou ali dar uma descansada. Saí, fui beber água, mijar... voltei, sentei a bunda na cadeira e comecei a me fuder com as questões. Uma mais difícil que a outra, e aquilo foi me dando um nervoso, um suador, um vermelhão, foi me faltando paciência, o ar... ainda mais quando eu vi que duas questões que eu já tinha feito poderiam ser interpretadas de outra maneira, o que mudaria a resposta. No fim de cada uma delas, além do que eu já havia escrito, eu acrescentei “se bem que se analisarmos de outro ângulo, há a seguinte possibilidade, bla bla bla”. Já gelei de novo, por achar que, talvez, as questões fossem desconsideradas, ou o que eu tinha escrito no final anulasse o que havia escrito em cima, ou vice-versa. Olhei no relógio e faltava 40 minutos. Ainda não havia feito uma pergunta. Aí comecei a pingar suor, levantei pra beber água e voltei. Sem saber bulhufas sobre como ia resolver aquilo, chutei e entreguei a prova. Saí arrasado, achando que se passasse seria por aproximação.
Não vi minha nota, mas como disse o Alex, o que importa é que nosso nome saiu na listagem.
Me sinto melhor com o resultado. Mas a vontade, o ânimo, continuam desaparecidos. Vim comemorando desde quinta feira à noite, emendando sexta, sábado e ontem. Fumei feito um porco da índia também. Hoje acordei com a garganta doendo e cheio de catarro.
Na quinta bebemos lá no Alex. Duas caixas de Skol pra ele, Rodrigo e eu. Chamamos os vizinhos que chamaram as vizinhas. Eles fizeram outra vaquinha e compraram mais cerveja. Na sexta, levei o requerimento do Certificado de Aprovação no Exame da Ordem, voltei pra Ponta Porã e bebi também. No Sábado, com o meu irmão e os amigos dele de tarde, de noite com o Marcel e de madrugada, sozinho. Ontem, uma pinga que um cara muito sagaz me deu de tarde e um cerveja à noite. Acho que está devidamente comemorado! Huahhuahauhauahuahuahua....
Agora é continuar estudando, esperar vir a carteirinha, por um terno e ir pra onde quer que haja lugar.
Pra completar o número de posts que eu quero pra Março, escrevi essa bobeira. Amanha tem outra e deu. Hasta.