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20.05.09
Da falta.
Meu final de semana foi bacana. Na sexta feira fui até Dourados, pois no sábado eu iria com a Karla e a Carimbó pra fazenda. Fomos até lá e eu enchi demais o saco da Carimbó, pedindo ela em casamento e todas aquelas coisas sem graça que eu costumo fazer apenas por preguiça de ficar quieto.
Lá na fazenda tem um quarto, no qual a Karla dorme, que dizem ser assombrado. Há quase um mês, a Karla foi pra lá e levou junto a Renata. Dizem as duas que viveram experiências extrasensoriais (sei lá se isso tem algo a ver com alguma coisa, mas sempre quis escrever que alguém teve experiência extrasensorial aqui neste blog) interessantes, tais quais a Rê ter visto um homem estranho com roupas antigas sentado de pernas cruzadas no sofá da sala e a Karla sentir, no meio da noite, dedinhos passeando pela sua perna. Por ser um sujeito compreensível (lê-se “bobo”) eu não duvido de nada até que me provem o contrário. Se me disserem que há espíritos em um quarto, eu acredito, até que me provem que não tem nada. Pois bem, fui lá eu dormir no tal quarto. Dentro dele há duas camas, sendo uma de casal e outra de solteiro. A Carimbó foi na de solteiro e eu e a Karla fomos na de casal. Eu, por estar com muito sono, capotei assim que deitei. Eis que do nada, eu acordo e não vejo ninguém no quarto. Nenhuma das duas. Achei estranho e fiquei parado, olhando o escuro por um bom tempo, até que a Carimbó abre a porta e acende a luz.
- Doug, a Kah tá com medo de dormir aqui. Diz ela que tava até suando de medo.
Detalhe: tava frio pra caralho.
- Não é possível, disse eu.
Nisso, aparece a Karla com cara de assutada na porta.
- É verdade, Doug, disse ela, não to conseguindo dormir... esse quarto tá pesado... tá me faltando até o ar...
- Você vai dormir onde, Carimbó?, perguntei eu.
- Ah, sei lá, disse ela.
- Bom, eu vou dormir aqui mesmo, e me ajeitei na cama, me cobrindo.
A Karla deu boa noite, a Carimbó se ajeitou na cama de solteiro do lado e dormimos. Não vi nem senti nada de anormal. Às onze da manhã do outro dia, o pai da Karla veio nos acordar. Abri o olhos e vi a Carimbó deitada. Pensei: barbaridade, que saudade daquela guria. Senti uma saudade a tal ponto de levantar na loca, com o cobertor em mãos e me jogar em cima dela, meio que tentando sei lá.... "reviver" algo que eu tinha feito.... tentar matar a saudade de brincar com alguém depois que se acorda... sei lá... algo nesse aspecto que, hoje eu vejo, ser totalmente fora de comum e até mesmo bastante estranho. Eis que sinto algo molhado no meu dedo indicador e um ai meu olho da parte dela. Sim, na loca, na correria, quando eu deitei em cima dela com o cobertor, eu enfiei o dedo no olho dela. Na hora, eu já desanimei. Pensei nãããããão, preto, você não enfiou o dedo no olho dela. Então perguntei:
- Enfiei o dedo no seu olho?
- Enfiou!
- Tá doendo?
- Um pouco!
Já fui saindo de cima, sem graça. A saudade não me largou o dia todo. Assim que saí do quarto, a tia mãe da Karla (que tá grávida, eu sei, mesmo que ela diga que não) me convidou pra tomar cerveja. Eu, em jejum, comecei a tomar. Bebi e fumei feito um porquinho galês. O dia todo. Sem cessar. Bebendo e fumando. Quando chegamos em Dourados, continuei bebendo e fumando. Fomos dormir cedo, porque o outro dia seria cheio, pois a Verusca ia fazer uma festa surpresa pra Salmória. Pra não contar tudo nos mínimos detalhes, o que seria chato, basta resumir assim: as meninas foram na puta que pariu pegar um carrinho de picolé, cuja estampa era um grui feio pra caralho, que elas alugaram; eu subi e desci os oito lances de escadas do prédio mais de vinte vezes; a Verusca ficou mais louca que o bozo; no fim da festa, eu parei pra contar e havia mais de dez homossexuais ao meu redor. Na segunda feira, eu acordei bebendo e fumando novamente. O que fiz, logo que saí do banheiro, foi acender um cigarro e pegar uma cerveja. Estava me sentindo bastante triste e sem perspectivas. Na segunda feira, eu bebi demais. Mais do que domingo. Muito. Desde que acordei, até o horário em que tive que ir à Unigran, dez e quinze da noite, pra pegar o busão. Bebi muito. O mais incrível é que não fiquei bêbado. Acho que pelo fato de estar cozido desde Domingo, ou por ter começado bem cedo, e ter bebido aos poucos durante o dia todo, eu não fiquei mal, apenas me deu sono logo que escureceu. Quando as amigas da Karla foram todas embora, as amigas da Flávia chegaram. Ficaram fazendo a festinha delas, regada a batidinha e caipirinha. Bebi um pouco dos dois, o que me embrulhou o estômago, mas não me fez vomitar. Elas tiraram mil fotos na mesma pose, fazendo os mesmo sorrisinhos de patizinhas felizes. Elas programavam a máquina, se ajeitavam numa posição e ficavam sorrindo falsamente por uns dez segundos até sair o flash. Foi numa dessas que eu entrei no meio, só pra zuar. A foto tá ali embaixo. Pra estrear a primeira imagem aqui do blog. Não que vá ser uma constante daqui pra frente, mas eu gostei dela, então resolvi colocar. Amanhã começo a tomar um remédio forte, 1 comprimido de doze em doze horas, durante sete dias, então não poderei beber. Me sinto triste ainda. Isso sim é uma constante! =D... hauhauahuahuaha... de resto, nada mais.
Post chato, sem graça e sem sal.
Até o próximo.

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criado por douglasmangini
02:08:58
2 comentários
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