08.06.09
Da ida a Campo Grande, parte dois - Missão Moscow.
Enfim, chegamos lá e tinha um povo de terno esperando. Fomos até o balcão e perguntamos com quem teríamos que falar pra fazermos a cerimônia. Nos encaminharam pra uma sala, onde teríamos que assinar as Certidões com os devidos números. O Alex, como ainda não tinha pego o Certificado de Aprovação na Ordem, teve que ir na sala ao lado pegar, e eu fiquei sozinho lá na outra, assinando. Eis que a Priscila, a moça que, muito pacientemente, me atendeu todos os dias pelo telefone, veio perto de mim e disse:
- Doutor, esse é o Juramento que vocês terão que fazer. Você vai ler em voz alta e todos vão repetir.
Sim. Sobrou pra mim ter que ler o juramento em voz alta. Isso pode parecer mentira, ou coisa do tipo, mas não é. Não podia ser diferente. Eu tinha que fazer o juramento, ler em voz alta, com todo mundo me olhando. Certo. Depois de o Alex assinar, voltamos ao hall e ficamos esperando. Tava demorando e nós fomos fumar. Ficamos lá fora, enfrentando um friozão desgraçado, de terninho, até que nos chamaram. Subimos as escadas e entramos na sala da Secretaria. Uma senhora veio nos atender, disse meia dúzia de palavras bonitinhas, um cara puxou o saco dela, e ela perguntou:
- Quem tá com o juramento?
- Eu...
- Pois vamos começar.
Comecei. Levantei a mão direita e disse a primeira frase em voz alta. E então o silêncio. Ninguém repetiu. Ficou todo mundo me olhando. Eu olhei de volta, todos parados, com a mão esticada. Tiver que fazer um movimento pra que eles repetissem... algo que levantando a mão esquerda, incentivando, aí eles se tocaram e repetiram. Certo. Não era um juramento pequeno. Tinha umas vinte frases e eu fui descendo uma por uma, pausadamente, e todo mundo repetindo. Eis que eu percebo que to com a mão levantada, tipo a de nazista falando Heil Hilter!, e penso será que minha mão tá certa? Eis que paro pra olhar como estava a mão de todo mundo, e não estava igual a minha. Eles não tinham levantado a palma, como se fossem soltar um kamehameha, mas sim com a palma pra baixo. Eu abaixei a minha, isso em fração de segundos, só o tempo de dar uma olhadela e voltar pro texto... e quando voltei, não sabia onde tinha parado. Fudeu, pensei. Procura, Douglas, procura, Douglas... onde?, onde? Hahuahauhauahuahauhau.... uns cinco segundos depois, ainda bem, encontrei e continuei o juramento até o fim.
Pensa na alegria do preto quando saiu da OAB com o certificado e o número na mão? =D... mais feliz que pinto no lixo! Hahuahauhauahuahua... mais faceiro que guri de tênis novo! De lá, fomos ao shopping, todo mundo junto, inclusive o Fumaça Transamen. Passeamos lá, fomos na C&A e comprei uma camiseta listrada cinza muito massa por vintão e quis comprar um óculos escuros que caiu em mim como uma luva. Sinceramente, foi a primeira vez que eu olhei no espelho e me disse: Cara, você não ficou nada mal... hauhauahuahuahauahua... na boa, eu fiquei bem com aquele óculos... parecendo o Black Kamen Rider, mas com panca... enfim... quase levei... só não levei porque o Outro Eu me interrompeu e me lembrou que eu uso óculos de grau e que acabaria não usando nunca o escuro e que gastaria dinheiro a toa. Portanto, crianças (SIC²), aproveitem enquanto a vista de vocês é boa e usem os óculos escuros que puderem... =/
O Alex continuou comprando roupa, o Transamen ficou vendo uma sessão de roupa pra mano e eu fui lá fora fumar. A C&A fica bem de frente ao centro do shopping, onde tem uma fonte e eu sentei num banquinho ali e fiquei. Pensa na cena triste... eu fumando, com medo de que não pudesse fumar ali, olhando as pessoas passando feliz de mãos dadas, vendo as promoções do dia dos namorados, com uma música ambiente deveras filha da puta, All You Need is Love do Beatles, bem no finalzinho, quando o Paul começa a cantar ao fundo She love’s you yeah, yeah, yeah... foi foda. Foi algo que me fez voltar um pouco à acédia. E sobre isso, falarei no post seguinte, prometo!
Almoçamos em uma churrascaria indicada pelo Fumaça, depois visitamos os parentes da sogra do Alex, um por um! ¬¬ e finalmente, viemos embora. Cheguei em Dourados beirando as sete da noite. Comprei uma caixinha de skol e bebi o que agüentei, sozinho, comemorando. Não é todo dia que se tem algo pra comemorar. Ninguém tinha querido beber comigo o dia todo, então fiquei puto e decidi comemorar sozinho. Fui dormir. No outro dia continuei a comemoração e, após almoçar, fui no Zé Galinha.
O Alex, na viagem, me deu a idéia de ir procurar o Zé pra ver se ele tinha alguma ação pra me passar, porque ele tá sempre tendo ações, mas vive passando pra outros advogados assinarem, o que faz com que ele receba uma quantia. Certo. Fui lá e ele tinha! Hahuahauhauhauahua... minha primeira ação! De Pensão Alimentícia! Putz, eu quase não me coube de faceiro. Marcamos pra que eu levasse ela pronta na terça feira, protocolando no Fórum e recebendo... Pausa para reflexão... entendam (SIC) o peso da palavra no meu contexto... RECEBENDO... dinheiro, grana, cash, bufunfa, pila, mirréis, moeda, dólar... eu, o preto puto, RECEBENDO... quando na vida de vocês (SIC) um dia imaginaram que eu trabalharia e receberia? Baaarbaridade... é demais isso... acho que alguém vai ter um ataque do coração... ou vai ter ataque de riso... ... hauhauahuahauhauahu.... quando eu imaginei que receberia? Oo... hauhauahuahauhauahuahua.... para de ser otário, Douglas! Dããããã... parei, parei... voltando.... recebendo já a quantia que havia estabelecido com a cliente. Tudo estava certo. Quase saí voando do escritório do Zé... Voltei pra Karla, a Salmória tava lá, ficamos zuando até ela ir embora, depois fiquei zuando até eu ir embora e cheguei, de volta, na Quinta Ferira de madrugada. Tudo estava planejado. Fazer a ação no final de semana, totalmente caprichada, e voltar a Dourados.
Eeeeiiisss que...
- continua –
(hauhauahuahauhau... ai ai... me divirto...)
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criado por douglasmangini
01:37:27