03.07.09
Da passada de tempo.
Barbaridade, como esse mês passado foi foda. Tanta coisa aconteceu que eu nem consegui ter um tempinho pra juntar as circunstâncias de uma situação em específico para poder escrever aqui. Quando eu ia escrever, acontecia outra coisa. Isso somado ao fato de eu estar com preguiça de escrever. Preguiçona mesmo. Sem ânimo. Não que não tenho o que contar, mas o problema é que eu meio que já enjoei de fazer textos assim. Enfim, já que eu me propus a fazer o blog, tenho que escrever. Se só a day quem lê e eu ainda não escrevo, já já perco ela também e então já não vai mais fazer nenhum sentido. Foda-se. Não é pra ela que eu escrevo. Sem ofensas, Day. E acho que ando te citando demais nos textos ultimamente. Aproveite. Essa foi a última vez.
Estamos em Julho já. Engraçado para e pensar em tudo o que se passou comigo esse ano. Tanta coisa boa e ao mesmo tempo tanta coisa ruim. Nada muda e ao mesmo tempo anda tudo muito diferente. Ainda continuo sem dinheiro.
Esses dias fiz minha primeira ação judicial. Ganhei mixaria, que ficou em uma consulta médica que eu fiz. Não sobrou nada. A audiência foi marcada pra primeiro de setembro. Vamos ver no que vai dar.
Acho que peguei gripe suína. Sem sacanagem. Foi uma gripe filhadaputamente forte. Passei pra todo mundo aqui em casa. Fiquei com febre uns cinco dias e ainda estou tossindo. Tava tão foda que achei que tivesse com tuberculose, devido os sentimos. Febre todo final de tarde, tosse seca, dor no peito. Estamos todos bem já. SE é que isso importa.
Tenho ido bastante a Dourados. Pra ver esse lance da ação judicial e para ir ao médico. Não anda nada fácil ter que ir lá, dormir na casa da Karla. Não que as pessoas me incomodem, pelo contrário, tenho feito cada vez mais amigos e ganhado a confiança de pessoas interessantes. O problema é que não é minha casa. Até mesmo ficar aqui na casa dos meus pais tem sido bastante difícil. Não vejo a hora de ter o meu banheiro. Sei que isso é o que todo mundo quer, morar sozinho e ter a sua independência. Vamos ver. Eu acabei, nos últimos meses, passando a não mais planejar nada que não dependa exclusivamente de mim. É inútil planejar com os outros. Então eu não posso dizer que ano que vem será tudo diferente. Que vou ter finalmente meu apartamentinho minúsculo com minha televisão gigante. Não posso porque isso não depende só de mim. Depende de alguém querer me dar emprego. Quanto a concursos públicos, estudar é um esforço gigantesco pra pessoas que conseguem ter disciplina. Eu não tenho disciplina. Vou fazer um concurso agora em Agosto e vamos ver no que vai dar. O salário é razoável e se eu passar vou morar sozinho, longe de todo mundo. Tudo o que eu sempre quis, afinal. Veremos. Tenho menos de um mês pra estudar muita coisa. É por isso que eu não vou me animar. Não vou fazer planos. Não vou dizer que já está tudo resolvido. É tudo o que eu mais quero. Sumir em um pouco. Deixar pra trás tudo o que eu construí e que desmoronou por falta de atenção. Esquecer pessoas. Conhecer outras. Escrever a hora que der vontade sem ninguém atrapalhar.
Quanto a escrever, está tudo muito difícil também. Mas não desisto. Ninguém acredita. Eu acredito e é o que importa. Eu estava pensando em mandar o livro, assim que terminasse, pra algumas pessoas, mas resolvi dias atrás que não vou mandar pra ninguém. E não há nada mais a falar sobre isso.
Há tempos venho ensaiando um texto pro blog, mas não consigo começar a escrever. Sinto que ficará reclamão demais. Quero que fique sincero e sem frescuras. Acho que por isso não consigo fazer. Não é pena que eu quero que sintam de mim, mas raiva. Quero que me culpem, já que é exatamente isso o que eu faço. Enfim... é capaz que nunca escreva. Se escrever, não vou dizer que “esse é aquele velho texto que eu disse vinte anos atrás”.
Quanto ao resto que me aflige, só a saudade me resta. Será que vai chegar um dia em que eu vou acordar e não mais sentir saudade? Há alguma explicação pra tudo o que está acontecendo? As boas lembranças se confundem com as ruins o tempo todo. Isso é que é uma merda. Se eu pudesse, apagava, tal qual no filme. Mas então me vem a cena em que ele sussurra:
- Deixe-me ficar com essa lembrança, Mierzwiak.
Acho que tenho aceitado tudo com maturidade. De forma honrosa, se é que isso existe. Como eu sempre tive que me conformar, isso passa. Sempre passa.
Apenas pra ter o que postar e dar boas vindas ao mês.
E tudo passa. Tudo passará.
Já já é natal. Espero ter boas notícias.
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criado por douglasmangini
14:43:28